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quinta-feira, 22 de julho de 2010

“Minha terra tem palmeiras (...)”

A não ser os amantes da literatura, a maioria de nós só lembra mesmo dessa frase na época de prestar vestibular. Uma pena, pois pertence a um lindo poema chamado “Canção do Exílio”, escrito por Gonçalves Dias, enquanto passava uma temporada em Portugal, lá pelos idos de 1845 ou mais. O primeiro e o último versos do poema dizem respectivamente:



"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

...



Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem que ainda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."



Nordestino, mais especificamente maranhense, Gonçalves Dias escreve em um momento de profunda saudade, roga a Deus, como que expressando um sincero pedido que não deixasse essa vida sem antes rever as belezas de sua terra natal.



Eu ainda não fiz tudo o que quero na vida. Ainda não saltei de asa delta, ainda não publiquei um livro, ainda não conheci a Amazônia, ainda não levei minha família para voar de balão, ainda não vi meus filhos crescerem...



Mas, além disso, ainda não falei de Cristo a todos que podia, ainda não fui corajoso o suficiente para pregar a Palavra em qualquer circunstância, ainda não ajudei a todos os que podiam contar comigo, ainda não estendi minha mão aos irmãos sem medir todos os prós e os contras, ainda não louvei a Deus de todas as formas e em todos os lugares que gostaria.



Por vezes ainda não me despi do velho homem, ainda não aprendi a demonstrar todos os Frutos do Espírito; ainda não aprendi a ser o filho, marido e pai da forma como quero ser.



Como o apóstolo Paulo descreve em sua carta aos Romanos, capítulo 7, versículo 19:



“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.”



Nossa vida é tão rápida, tão corrida, que muitos de nossos planos se desfazem em segundos. Nossos planejamentos mudam constantemente. Não raramente adiamos algo que pensamos em fazer, pois as circunstâncias nos levam para outros rumos.



Porém tudo o que fazemos deve ser guiado e orientado pelo Pai. E, quando arriscamos sair debaixo de Sua vontade, e tentamos trilhar nossos próprios caminhos sem Sua anuência, é certo que não vamos ser felizes e realizados nos nossos intentos. Ele até permite que demos umas escapadas, e por misericórdia, protege nossa jornada, mas também permite que as coisas dêem errado, pois quer que aprendamos que o melhor é estar sempre sob Seu querer.



Todos os meus desejos devem estar submetidos à Sua aprovação. Parafraseando Gonçalves Dias: não permita Deus que eu morra sem antes ter realizado meus desejos descritos acima; mas, apenas se Ele estiver de acordo com cada um deles.

Quais têm sido nossas metas? No que estamos colocando nossos esforços? O que temos priorizado? Será que o nosso egocentrismo tem se destacado, será que temos pensado apenas em nós mesmos? Nós almejamos algo pensando coletivamente? Mais: nossos desejos têm estado alinhados com Cristo?



Podemos cantar “Quero estar ao pé da Cruz” sinceramente? Será que o que está escrito em Provérbios 11.23 se aplica a nós hoje?:



“O desejo dos justos é tão somente para o bem, mas a esperança dos ímpios é criar contrariedades”.



Que tal lembrar o que Sua palavra nos instrui no livro de Salmos, capítulo 37, versículo 4:



“Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração.”


*Enos Moura Filho

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