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sábado, 28 de março de 2009

Lição 13

O Caráter de Cristo


TEXTO ÁUREO


"Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também"
(Jo 13.15).



VERDADE PRÁTICA


Jesus é o modelo ideal de caráter e santidade para todos os crentes.



INTERAÇÃO


A palavra-chave desta lição é "humildade".

É o oposto de orgulho e arrogância; é ter uma atitude de submissão e respeito aos outros.
Na lição anterior, discorremos sobre a importância de o professor, como líder, ser um exemplo para os seus alunos. Contudo, todos nós, como cristãos, devemos ser um referencial para os ímpios. Enquanto luz no mundo, devemos resplandecer nas trevas. Como filhos de Deus, precisamos ser semelhantes ao Pai. Como varas, é natural que produzamos frutos da mesma espécie da Videira Verdadeira.



OBJETIVOS


Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Reconhecer as características essenciais do caráter de Cristo.
Identificar o fruto do Espírito na vida de Cristo.
Aplicar as virtudes de Cristo à sua própria vida.


INTRODUÇÃO

A Bíblia afirma que o Senhor Jesus Cristo despiu-se de sua glória e revestiu-se de toda natureza humana (Jo 1.14; Fp 2.5-8; Hb 4.15), mas sem pecado. Como homem, o Mestre foi irrepreensível (Jo 8.46; 18.38; Hb 4.15). Era submisso, manso, humilde, amoroso, entre tantas outras qualidades (Mt 11.29; Jo 15.9; Fp 2.8). Seu caráter é o padrão que todos os crentes devem seguir.

I. ASPECTOS DO CARÁTER CRISTÃO

O Sermão do Monte nos apresenta os principais aspectos do caráter cristão. Nele, aprendemos não somente a ética e a moral do Reino dos céus, mas a essência do caráter de Cristo.

1. Humildade (Mt 5.3). Jesus foi modesto em toda a sua maneira de viver (Mt 11.29). Ele demonstrou sua humildade ao despojar-se de sua glória (Fp 2.6,7); na irrestrita obediência à vontade do Pai (Jo 5.30; 6.39; Fp 2.8); quando lavou os pés dos discípulos (Jo 13.3-5); e ao relacionar-se com todas as pessoas, independentemente de sua raça ou posição social (Mt 9.11; 11.19; Jo 3.1-5; 4.1-30). A humildade é um aspecto do caráter imprescindível a todos os crentes (Ef 4.1,2; Cl 3.12), pois os humildes sempre alcançam o favor do Senhor (Tg 4.6).

2. Mansidão (Mt 5.5). É uma virtude que se opõe à rudez. Nosso Senhor Jesus Cristo sempre foi manso e benigno de coração (2 Co 10.1; Mt 11.29).

3. Fome e sede de justiça (Mt 5.6). O Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que priorizassem, acima de todas as coisas, o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Em um mundo perverso (At 2.40), onde as pessoas estão mais preocupadas em acumular riquezas (2 Tm 3.2) do que socorrer ao aflito e necessitado, o verdadeiro crente deve refletir o caráter de Cristo através de uma vida de santidade e retidão (Mt 6.25,31,34).

4. Misericórdia (Mt 5.7). É a compaixão pela necessidade alheia. Jesus foi misericordioso com os homens em suas fraquezas e privações (Mc 5.19; Hb 2.17; Tg 5.11; 2 Co 1.3 ver Mt 15.22; 17.15). Lembremos, pois, que a misericórdia é um mandamento divino, e que a Bíblia condena a indiferença para com os pobres (Lc 6.36; Mt 12.7). Sejamos misericordiosos assim como Jesus nos ensinou na Parábola do Samaritano (Lc 10.37).

5. Coração puro (Mt 5.8). Nas Escrituras, o coração representa a personalidade, o centro das emoções humanas (Sl 15.2; 16.9; 51.10; Mc 7.21-23). Por isso, a Bíblia afirma que o Senhor perscruta os corações e conhece o interior de cada pessoa (Sl 139.23; Pv 21.2; Ap 2.23). Quando Cristo repreendeu os fariseus, mostrou-lhes como a pureza interior era necessária. Ele os acusou de serem semelhantes aos "sepulcros caiados" (Mt 23.27). O Senhor, que conhece os nossos pensamentos (Fp 4.8) e as motivações de nossas ações cotidianas (1 Co 4.5), manifestará em seu santo e justo julgamento cada uma de nossas ações (Rm 2.1-7; 1 Co 3.12-15).

6. Pacificador (Mt 5.9). Fomos conclamados a seguir a paz e, na medida do possível, ter paz com todos os homens (Rm 12.18; 1 Co 7.15; Hb 12.14; 1 Pe 3.11).


SINOPSE DO TÓPICO (1)
O Sermão do Monte contém o código ético do Reino de Deus.

II. O FRUTO E A MINISTRAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

Somente através do fruto do Espírito é que o homem pode ser transformado, segundo a imagem de Cristo (2 Co 3.18; Cl 3.10; Gl 5.22). Esse fruto é oposto às obras da carne (Gl 5.19-21). As obras da carne são produtos da concupiscência humana. Porém, o fruto desenvolve-se naturalmente na vida do crente que permanece em Cristo (Jo 15.1-5).

1. Amor. O amor é a suprema virtude do fruto do Espírito. Ele expressa a bendita natureza de Deus (1 Jo 4.8; Jo 3.16). Assim, os cristãos devem amar incondicionalmente o seu próximo (Lc 6.32; Rm 12.10; 1 Jo 4.11).

2. Gozo. É uma alegria que sobrepuja a compreensão humana, pois independe das circunstâncias (Tg 1.2; 1 Ts 1.6; Sl 126.5). Ele procede do coração de Deus para o coração do crente (Ne 8.10; Sl 51.12; Jo 15.11).

3. Paz. Consiste num estado de graça que proporciona comunhão com Deus, auto-aceitação e harmonia nas relações pessoais. Ela advém do perdão dos pecados pelo sangue de Jesus e da conseqüente transformação, segundo a imagem de Cristo (Cl 1.20; Rm 5.1; 15.33).

4. Longanimidade. É um atributo do caráter de Deus. Através dela, o Senhor tem sido paciente com o homem, principalmente com os que praticam a iniqüidade. Assim sendo, deve o cristão, em suas relações interpessoais, ser longânimo (Cl 1. 11; 3.12,13).

5. Benignidade e Bondade. A benignidade está vinculada à misericórdia. Desta forma, é impossível alguém ser benigno e não ser misericordioso. A benignidade também está intimamente ligada à sinceridade e ao respeito. A bondade, por sua vez, é a benignidade posta em prática. Jesus demonstrou essa característica quando tratou a mulher adúltera com respeito e dignidade (Jo 8.1-11).

6. Fidelidade. Este fruto fala da lealdade e confiabilidade do crente. Assim como Deus é fiel, espera-se que seus filhos também o sejam em seus relacionamentos (1 Co 4.2).

7. Mansidão. Essa virtude, como já estudamos, capacita o homem a se relacionar com dignidade, respeito e cordialidade com as pessoas, mesmo quando é tratado com rudeza.

8. Temperança. Significa ter domínio de si próprio. Os desejos, as paixões, os apetites e o temperamento devem ser controlados de forma consciente (Cl 3.5).


SINOPSE DO TÓPICO (2)
O fruto do Espírito é o caráter de Cristo produzido em nós.

CONCLUSÃO

As palavras, os atos, enfim, a pessoa de Jesus é o modelo ideal de conduta para a identidade do crente. O discípulo de Cristo deve revestir-se das qualidades santas e justas de seu Mestre (Ef 4.24), com a intenção de cumprir o propósito de Deus.



AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO



A lei agrária estabelecida por Deus determina que cada planta e árvore produza fruto segundo a sua espécie. A frutificação espiritual segue o mesmo princípio. João Batista, o precursor do Messias, exigiu dos seus convertidos: 'Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento' (Mt 3.8). Em João 15.1-16, Jesus enfatizou este princípio deixando claro aos seus seguidores que, para darem fruto exuberante para Deus, necessário é que antes cresçam em Cristo e nisso perseverem seguindo os ensinos da Palavra de Deus. Boas condições de crescimento e desenvolvimento da planta no reino vegetal, sem esquecer da boa saúde da semente, do meio ambiente ideal e da limpeza, são elementos indispensáveis para a boa frutificação.


VOCABULÁRIO


Inconformismo: Procedimento de quem não se conforma com alguma situação.




EXERCÍCIOS


RESPONDA

1. O que apresenta o Sermão do Monte?


2. Cite três características do caráter do filho de Deus.


3. Como podemos ser transformados segundo a imagem de Cristo?


4. Qual a relação entre bondade e benignidade?


5. O que significa temperança?


6. De onde advém a nossa paz? Cite uma referência bíblica.



APLICAÇÃO PESSOAL


Inconformismo. Insatisfação. Estas são palavras que deveriam permear a vida de todo o salvo em Cristo Jesus. Isto porque nosso interior deveria sempre clamar por mais de Deus. Ao realizarmos uma auto-reflexão diária, deveríamos nos sentir inconformados e insatisfeitos com nosso estado espiritual. O normal seria nutrirmos um desejo incontrolável de tornarmo-nos mais parecidos com Deus. Ansiamos por tantas coisas, no entanto, invariadas vezes não anelamos pela presença maravilhosa do Altíssimo. O caráter de Cristo não deve ser apenas o alvo do crente, mas o seu desejo mais veemente, porquanto qual é o pai que não se sentiria orgulhoso de olhar para o seu filho amado e enchergar-se nele? Não deseja você ser motivo de satisfação para o seu Pai celestial?


Um Abraço de Seu Amigo Locutor Ev.marco do Programa Resgatando Vidas. Bom Estudos! Para Responder ás perguntas favor enviar para o e-mail


radioresgatandovidas@gmail.com

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